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O Papel da Acessibilidade na Construção Civil

A acessibilidade é considerada o básico de todos os fatores que visam à inclusão social das pessoas com deficiência. É um dos principais desafios nas cidades brasileiras e um aspecto que não pode ser deixado de lado em projetos de engenharia e arquitetura de ambientes públicos ou com áreas comuns nos dias de hoje. Cadeirantes, deficientes visuais, idosos, e etc. merecem seu lugar estruturas que possibilitem seu ir e vir.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) acessibilidade “é a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos”. Ou seja, apesar das dificuldades e limitações, sejam elas temporárias ou permanentes, todos têm o mesmo direito de acessar qualquer local público ou mesmo privado para atender suas necessidades.

De uns tempos para cá, as leis e normas referentes à acessibilidade na construção civil têm sido levadas à risca por indústrias, instituições, estabelecimentos e construtoras. Isso porque caso haja o descumprimento dessas leis, corre-se o risco de ter que interromper as atividades no local até que sejam feitas as devidas reformas e colocadas as devidas sinalizações, para que todos possam ter acesso, e tudo volte a funcionar normalmente.

Os Símbolos de Acessibilidade

Afinal de contas, de onde surgiu a ideia dessas imagens que vemos sobre acessibilidade, por exemplo, do “bonequinho” numa cadeira de rodas? Pois bem, essas imagens são chamadas de Desenho Universal, e tiveram origem nos Estados Unidos, na década de 80. De lá para cá, essas imagens têm ganhado cada vez mais evidência, procurando priorizar pessoas altas, baixas, idosos, obesos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Falando em prioridades, vamos dar uma olhada nos pontos que precisam ser observados com cuidado quando se trata de acessibilidade na construção civil:

Rampas de Acesso

As rampas de acesso são parte do projeto que se deve ter muita atenção, pois há um limite em sua inclinação, que não deve ser maior que 8%. Caso ultrapasse, deve haver patamares de descanso a cada 50 metros. Também há de se lembrar que, se a rampa leva a uma porta com um puxador, ou uma campainha a ser apertada. E tem que haver um piso reto em frente a esta porta/entrada, onde o cadeirante possa descansar ou, caso vá abrir a porta, não volte para trás, descendo a rampa.

acessibilidade na construção civil

Claro que, dependendo da limitação de espaço, nem sempre é possível incluir uma rampa de acesso no projeto. Alguns edifícios, por exemplo, incluem elevadores ou plataformas, que não ocupam muito espaço, sendo até mais eficientes e menos cansativos para o usuário.

Calçadas Táteis

Esse tipo de calçada tem se tornado comum em muitas cidades do Brasil. Graças e elas, os deficientes visuais têm acesso a lugares onde antes não era possível ir. Através de texturas, elas permitem que pessoas com baixa ou nenhuma visão possam identificar possíveis obstáculos e direcionamentos em seu caminho, proporcionando mais independência aos mesmos. Mas é preciso atenção na hora da elaboração do projeto e instalação deste tipo de piso tátil para que eles não levem em direção a postes ou placas.

Existem 2 tipos de pisos táteis: o direcional e o de alerta. O piso tátil direcional é caracterizado por linhas verticais paralelas umas às outras. Ele indica um caminho a ser seguido, semelhante a uma trilha. Já o piso de alerta é caracterizado por conter bolinhas em sua superfície. Este serve para alertar para a presença de algum obstáculo à frente do pedestre como travessias, desníveis ou entradas.

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Barras de Apoio

As barras de apoio são parte essencial de um projeto de engenharia, seja ele residencial, institucional, comercial ou empresarial. Elas são úteis não somente para quem dificuldade definitiva de locomoção, mas para quem teve perda parcial ou temporária dos movimentos. Por exemplo, alguém que precise usar muletas por um longo período de tempo. Essa pessoa precisaria de barras de apoio para ter acesso a alguns lugares e para atender algumas de suas necessidades. Não podemos esquecer de que as barras de apoio também são muito usadas por pessoas 60 anos ou mais, pois muitos deles já não tem mais a força e coordenação motora de jovens e adultos. Por isso precisam do apoio desse acessório.

Corredores

Se tem uma parte do projeto que precisa ser visto com muita atenção são os corredores. Isso porque se houver falhas nas medidas referentes à acessibilidade, seria inviável derrubar paredes para consertar o erro.

Os corredores de uso comum devem ter uma largura mínima de 90 centímetros. Já os corredores de uso público devem medir no mínimo 1,50 metros de largura. Dessa forma um cadeirante pode se locomover e dar meia volta no local com facilidade. Além do mais, todos — tendo necessidades especiais ou não — podem circular mais facilmente pelos corredores por conta de sua largura.

É imprescindível que os projetos de engenharia incluam pontos e acessórios que permitam o acesso de todos os cidadãos, independentemente de suas necessidades. Dessa forma teremos uma sociedade inclusiva, onde todas pessoas podem acessar qualquer espaço com melhor comodidade, seja em espaços internos ou externos.

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